O pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, discursou em audiência pública nos Estados Unidos nesta terça-feira (7) sobre o novo tarifaço.
Ele estava acompanhado do irmão, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro — que mora nos Estados Unidos — e fez o pronunciamento em inglês.
"O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão", disse.
O senador também mencionou que este é o "pior momento possível" para a aplicação da medida e defendeu o adiamento.
"Punir aqueles que já arcaram com as consequências seria o pior momento possível para agir. Respeitosamente, peço a este país: não imponha tarifas ao Brasil. Preserve o sucesso desta parceria, cancele-a e vamos negociar", prosseguiu.
🔎 Em 15 de julho termina o prazo para os EUA decidirem se vão colocar em prática tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
🔎 A participação nas audiências públicas promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) é aberta aos interessados que se inscreverem — foi assim que Flávio Bolsonaro ganhou o espaço para falar no evento. A atuação dele é independente e não tem relação com o Itamaraty.
Em outro momento, Flávio ponderou que a imposição de novas tarifas não seria o caminho adequado para pressionar o Brasil e citou haver "grandes chances" de uma mudança no governo brasileiro em janeiro.
"Acho que vocês estão usando as tarifas (...) para atingir o objetivo que desejam. Se a intenção é pressionar o Brasil, esse não é o jeito correto de fazer isso. Essa não é a forma adequada. Existem instrumentos direcionados que podem ser usados contra indivíduos", justificou.


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