Publicada em 02/02/2026 às 15h31
Uma nova rodada de negociações de paz entre delegações da Rússia e da Ucrânia ocorrerá na quarta e quinta-feira (4 e 5), anunciou neste domingo (1º) o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O governo de Kiev está sob pressão dos Estados Unidos para aceitar o acordo para interromper a guerra, que já dura quase quatro anos. Ao mesmo tempo, lida com uma campanha de ataques aéreos que devastou o seu sistema de energia durante um dos invernos mais frios dos últimos anos.
Enviados de Moscou, Kiev e dos Estados Unidos se reuniram na semana passada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. A rodada terminou sem avanços concretos. Autoridades dos Estados Unidos e da Rússia ainda não comentaram o anúncio.
“Acabamos de receber um relatório da nossa equipe de negociação. A Ucrânia está pronta para negociações substantivas e estamos interessados em um resultado que nos aproxime de um fim real e digno da guerra”, disse Zelensky em publicação no X.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, durante entrevista à imprensa na Lituânia — Foto: Mindaugas Kulbis/AP
No sábado (31), o principal enviado russo, Kirill Dmitriev, afirmou ter realizado uma "reunião construtiva com a delegação de pacificação dos EUA" na Flórida.
Até agora, as autoridades divulgaram poucos detalhes sobre as conversas em Abu Dhabi. A iniciativa é encabeçada pelo governo de Donald Trump.
Embora autoridades ucranianas e russas tenham concordado, em princípio, com os apelos de Washington por um compromisso, Moscou e Kiev divergem profundamente sobre os termos do acordo.
Uma questão central é se a Rússia deve manter ou se retirar das áreas da Ucrânia ocupadas por suas forças, especialmente o coração industrial do leste do país, conhecido como Donbas.
Além de Donbas, o Kremlin exige a concessão do território de Donetsk, que segue sob controle ucraniano, e a rejeição definitiva dos ucranianos à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Em outubro do ano passado, líderes da União Europeia e da Ucrânia começaram a elaborar um plano de paz com 12 pontos que prevê somente a concessão de territórios ucranianos já ocupados pela Rússia.



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