#14 - RD ENTREVISTA | Luís Fernando - Pré-candidato ao Senado Federal (PSD)
Publicado em 13/07/2026
Na 14ª edição do RD Entrevista, o jornalista Vinícius Canova recebe Luís Fernando Pereira da Silva, auditor fiscal de carreira, ex-secretário de Finanças de Rondônia e atual pré-candidato ao Senado pelo PSD. Durante a conversa, o convidado fala sobre a transição da área técnica para a política, defende os resultados da administração estadual, explica decisões tributárias tomadas durante sua gestão e apresenta as pautas que pretende levar ao Congresso Nacional.
Ao explicar por que decidiu disputar uma eleição pela primeira vez, Luís Fernando afirma que a pré-candidatura surgiu a partir de um convite do governador Marcos Rocha. Depois de 22 anos como auditor fiscal e sete anos à frente da Secretaria de Finanças, diz ter identificado no Senado a possibilidade de ampliar sua contribuição ao Estado, especialmente em temas ligados à economia, à legislação tributária e ao desenvolvimento regional.
Cristão e pai de quatro filhos, o pré-candidato se define como alguém ligado à família e à igreja. Afirma que sua entrada na política é movida pelo desejo de combater injustiças, ampliar oportunidades e transformar o crescimento econômico de Rondônia em melhoria concreta para a população.
Um dos principais pontos da entrevista é a situação financeira do Governo de Rondônia. Questionado sobre a declaração de que o próximo governador encontraria um cenário de “terra arrasada”, Luís Fernando rejeita a avaliação. Segundo ele, o Estado possui baixo endividamento, capacidade de cumprir compromissos e nota máxima na avaliação de capacidade de pagamento realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O ex-secretário afirma que o orçamento estadual passou de aproximadamente R$ 8 bilhões para quase R$ 19 bilhões no período em que esteve à frente da pasta. Reconhece que o crescimento das despesas em 2025 exigiu ajustes, mas sustenta que Rondônia preservou capacidade de investimento e de contratar operações de crédito.
A entrevista aborda ainda o aumento da alíquota modal do ICMS. Luís Fernando afirma que a medida foi necessária para recompor receitas e preservar os serviços públicos. Segundo ele, itens essenciais, como arroz, carne, farinha e óleo, não foram alcançados pela alteração, cujo impacto no orçamento das famílias teria ficado abaixo de 1%.
Para rebater a imagem de defensor do aumento de impostos, cita a isenção de IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas, incentivos para motoristas de aplicativos e benefícios tributários às agroindústrias familiares. Ele argumenta que o faturamento das empresas cresceu em ritmo superior à arrecadação.
Filiado ao PSD e apoiador da pré-candidatura de Adailton Fúria ao Governo de Rondônia, Luís Fernando afirma que pretende manter autonomia caso seja eleito senador. Diz que suas decisões seriam tomadas conforme a consciência, os valores pessoais e os interesses do Estado, sem impedir o diálogo com o partido.
Ao falar sobre ideologia, declara sentir-se confortável em um partido de centro-direita, mas diz que não pretende ficar preso a disputas ideológicas. Defende valores familiares, liberdade de expressão, garantias individuais e equilíbrio entre os Poderes. Também se declara favorável ao impeachment de ministros do Supremo quando irregularidades forem comprovadas, com respeito ao devido processo legal.
Questionado sobre as prioridades no Senado, apresenta três frentes: ampliar a participação de Rondônia no orçamento federal, aumentar a segurança jurídica para produtores e preservar a autonomia dos estados diante da reforma tributária. Cita infraestrutura, regularização fundiária, georreferenciamento, marco temporal e instrumentos para atrair empresas após o fim dos incentivos fiscais, previsto para 2033.
A concessão da BR-364 também é tratada na entrevista. Luís Fernando considera insuficientes as obras previstas diante do custo dos pedágios para motoristas, empresas e produtores. Para ele, a bancada federal poderia ter agido antes e utilizado instrumentos de fiscalização para pressionar o Governo Federal e a Agência Nacional de Transportes Terrestres.
Na reta final, Luís Fernando relata que vive em Rondônia desde os 11 anos e que construiu no Estado sua trajetória pessoal e profissional. Aos 58 anos, casado, pai de quatro filhos e avô, relembra passagens pelo Banco do Brasil, pela Unimed e pela elaboração de projetos econômicos antes de ingressar no serviço público estadual.
Ao apresentar sua pré-candidatura, pede que os eleitores pesquisem a trajetória, os valores e as realizações de cada postulante antes de escolher seus representantes. Destaca que o mandato de senador dura oito anos e afirma estar preparado para utilizar sua experiência técnica na defesa dos interesses de Rondônia em Brasília.
RD Entrevista é uma produção dos estúdios Rondônia Dinâmica em parceria com Informa Rondônia.