Na 13ª edição do RD Entrevista, o jornalista Vinícius Canova recebe o deputado estadual Rodrigo Camargo, delegado da Polícia Civil e pré-candidato a vice-governador na chapa do senador Marcos Rogério, do PL. Durante a conversa, o convidado fala sobre a passagem da carreira policial para a política, a atuação na Assembleia Legislativa, as críticas ao Governo de Rondônia e as articulações eleitorais de 2026.
Ao longo da entrevista, Rodrigo Camargo explica que decidiu permanecer na vida pública por considerar que o mandato parlamentar permite resultados mais amplos que a atividade técnica. Para ilustrar, relembra que, como delegado regional, emprestou duas baterias apreendidas para um veículo de uma Apae. Já como deputado, afirma ter destinado cerca de R$ 5 milhões à compra de 39 veículos adaptados às unidades da instituição.
Camargo relata que é pai de uma pessoa com deficiência e marido de uma mulher diagnosticada com autismo e altas habilidades. Segundo o parlamentar, a experiência familiar reforçou sua atuação em defesa das pessoas com deficiência. Ele sustenta que o poder público deve assegurar cuidadores, monitores e planos individualizados de ensino.
Um dos principais temas abordados é a avaliação de Rodrigo Camargo sobre a atual administração estadual. O deputado compara os orçamentos da assistência social e afirma que, apesar do crescimento da receita, houve redução dos recursos para a população vulnerável. Ele também critica a terceirização de serviços, os cargos comissionados e o sigilo sobre viagens internacionais do governador e de integrantes das comitivas.
A entrevista também passa pela saúde pública. Camargo afirma que propôs a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito e cita filas para exames de endoscopia e eletrocardiograma. O deputado descreve as dificuldades de pacientes do interior que viajam até Porto Velho ou Guajará-Mirim para atendimento ortopédico. Segundo ele, a demora entre o acidente e a cirurgia amplia os problemas dos pacientes e familiares.
A conversa trata da formação da chapa para as eleições de 2026. Rodrigo Camargo afirma que inicialmente avaliava outras possibilidades, inclusive uma candidatura à Câmara dos Deputados, mas que as conversas políticas o levaram à pré-candidatura a vice-governador. Ele nega que tenha havido briga no grupo e diz que a decisão foi construída por meio de diálogo. Segundo o parlamentar, sua prioridade é ocupar a função em que possa contribuir mais.
A relação com Marcos Rogério também ocupa parte da entrevista. Questionado sobre o risco de disputar protagonismo com o pré-candidato ao Governo, Camargo afirma que reconhece a experiência política do senador e pretende atuar como auxiliar em uma eventual gestão. Ele diz que acompanha secretarias, orçamento e indicadores e considera que esse conhecimento pode ajudar nas decisões. O deputado rejeita a ideia de uma divisão combinada entre um candidato propositivo e outro responsável pelas críticas.
Na discussão sobre diálogo político, Camargo cita a postura do prefeito Léo Moraes ao receber recursos do Governo Federal para um hospital municipal em Porto Velho. Para o deputado, gestores devem dialogar com diferentes campos ideológicos em nome do interesse público. Embora declare oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que uma eventual gestão de Marcos Rogério deverá buscar recursos federais apesar das divergências partidárias.
A segurança pública é outro eixo da conversa. Rodrigo Camargo cita execuções atribuídas a tribunais do crime, extorsões contra empresários, drogas em escolas e áreas submetidas a regras de facções. Segundo ele, o Estado precisa retomar territórios e ampliar o controle sobre as unidades prisionais. Apesar da experiência como delegado, o pré-candidato afirma que não há acordo para assumir a Secretaria de Segurança e prefere acompanhar diferentes áreas do governo.
Ao falar sobre o mandato, Camargo atribui os resultados à equipe formada após uma seleção de currículos. Ele afirma ter sido apontado por levantamentos como um dos delegados de maior destaque do país e, depois, como o deputado estadual mais produtivo do Brasil. O parlamentar também destaca que foi o único a votar contra o Refaz relacionado à Energisa e o único a assinar a proposta de CPI da Saúde, decisões que apresenta como exemplos de independência.
Na reta final da entrevista, Rodrigo Camargo reforça a defesa de uma mudança na condução do Estado, com transparência, gestão técnica e atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade. O pré-candidato cita a experiência como delegado, deputado estadual e integrante de uma família atípica e afirma que pretende contribuir com Marcos Rogério em uma eventual administração. Ao resumir sua participação na política, diz que não busca poder ou enriquecimento e pede que os eleitores examinem o histórico dos candidatos antes de decidir o voto.
RD Entrevista é uma produção dos estúdios Rondônia Dinâmica em parceria com Informa Rondônia.