US$ 111 BILHÕES: Petrolífera saudita é a empresa mais lucrativa do mundo

US$ 111 BILHÕES: Petrolífera saudita é a empresa mais lucrativa do mundo

Qual o segredo do sucesso? Como deve atuar uma empresa para ser extremamente lucrativa? Se essas perguntas admitem de fato respostas certeiras, muitos investidores tiveram uma chance única de obtê-la na semana passada. Pois a Saudi Aramco, petrolífera do governo da Arábia Saudita e empresa mais lucrativa do mundo (com US$ 111 bilhões de ganhos em 2018, mais dinheiro que Google, Apple e Shell, juntas), abriu de forma inédita algumas de suas informações estratégicas.

Isso porque a companhia, que produz cerca de 10% do petróleo cru no mundo todo, fez uma emissão de títulos de dívida no valor de US$ 10 bilhões para financiar a aquisição da petroquímica Sabic, e para convencer os investidores precisou dar um pouco de transparência ao processo.

Um prospecto de 470 páginas foi publicado na bolsa de valores de Londres, e foi analisado pela Bloomberg. Mas, em vez das receitas para o sucesso, o que saltou aos olhos foi a alta dependência que o governo saudita tem em relação à empresa e os indicadores financeiros nem tão saudáveis assim da petrolífera.

O documento mostra que o lucro enorme da Aramco tem uma função clara, que é abastecer o reino saudita de petrodólares. A empresa paga 50% de seus ganhos em taxas ao governo, além de 20% da receita em royalties pela exploração de petróleo.

Outra questão delicada não chega a ser uma novidade, em termos de petróleo: a dependência da companhia em relação ao preço da commodity. Em 2016, quando o preço do barril caiu a cerca de US$ 45 (hoje está em US$ 69), a empresa saudita lutou para ficar no zero a zero e não ter prejuízo trimestral. No ano todo, o lucro foi de apenas US$ 13 bilhões.

No indicador de fundos provenientes da operação (funds from operations), que indica quanto das vendas de fato vai para o caixa da empresa, a Aramco, que fica com US$ 26 de cada barril de petróleo comercializado, fica bem atrás de concorrentes como Shell (US$ 38) e Total (US$ 31).

Dados como esses explicam porque a Saudi Aramco tem, apesar dos lucros estratosféricos, uma avaliação de grau de investimento mais baixa(A+) para a Fitch do esses mesmos concorrentes (tanto Shell quanto Total têm grau AA-). No indicador da Moody, fica ainda mais atrás da Exxon, que tem Aaa.

Leia a notíia na íntegra.

Autor / Fonte: Época Negócios

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