Enorme desafio: colocar a gestão municipal em equilíbrio

Enorme desafio: colocar a gestão municipal em equilíbrio

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – getaco@gmail.com

FILOSOFANDO

“Para criar inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa.” MARTIN LUTHER KING (1929/1968), pastor da Igreja Batista e ativista político dos Estados Unidos, agraciado com o Prêmio Nobel da Paz em 1964. King foi assassinado em 4 de abril de 1968.

ARBORIZAÇÃO

A coluna sempre defendeu como prioridade a arborização urbana. E, também, sempre condenou o desleixo e a irresponsabilidade dos antigos prefeitos em fazer de Porto Velho uma capital bem arborizada. Mas a norma dos gestores do passado nesse quesito foi o relaxo e (pasmem!) a derruba de árvores centenárias. O mandato do novo prefeito vai avançando e até agora não se falou ainda sobre as ações que se pode esperar para arborizar a cidade, começando por suas praças cobertas de cimento, sem jardins, sem árvores, sem sombras. Para uma capital incrustrada em plena selva amazônica é indiscutível a necessidade de sua arborização.

TEMPERATURA

O prefeito Hildon Chaves vai anunciar brevemente um auspicioso programa de asfaltamento de ruas. Com isso, claro, vai tornar ainda mais impermeável o solo da cidade, ficando mais sujeito às inundações. Enquanto mais asfalto colocarmos nas nossas ruas, mais quente será o ambiente urbano.

Então é preciso levar em consideração um plano para resgatar a arborização urbana, não apenas como as promessas feitas nos governos anteriores que terminaram sem deixar legado algum na ampliação do verde de Porto Velho.

ALIADAS

A gente aprende isso no início da nossa vida escolar: arvores lançam oxigênio e consumem gás carbônico, via fotossíntese, além de baixar a temperatura e aumentar a umidade relativa do ar. E ainda embelezam o ambiente com a produção de frutos e flores, atraindo pássaros. As árvores, leitor, são grandes aliadas do homem, e melhoram muito a qualidade de nosso ar ambiente. A copa das árvores atenua o choque das gotas de chuva sobre o solo, e suas raízes auxiliam a porosidade, permitindo maior absorção das águas das chuvas, que evita o encharcar do solo e as temidas alagações.

Por tudo isso, que Hildon Chaves faça de Porto Velho uma cidade bem arborizada com as espécies apropriadas para o ambiente urbano, evitando estragar calçadas e fiações elétricas, de preferência com espécies nativas.

GREVE

O segmento dos servidores públicos da Educação (com destaque para os do município) estão anunciando uma nova greve. É mais uma equivocada (para não dizer famigerada) decisão da cúpula sindical da categoria mais “organizada” do serviço público. Mais uma vez será possível constatar como a crise passa longe dessas organizações que ainda funcionam como braço político daquilo que se chama de “esquerda” no campo partidário. Farão greve num ambiente onde não há salários atrasados e nem ameaças concretas, visíveis, aos direitos fundamentais desse segmento profissional.

COFRE CHEIO

Os próprios sindicalistas anunciam: são dezenas de ônibus contratados para trazer manifestantes do interior do estado. Certamente custa caro montar todo um esquema de apoio para paralisações desse tamanho. Os sindicatos podem bancar isso tudo por ter um caixa abarrotado de dinheiro. Sustentam com facilidade esses custos mas não reduzem o preço (só para exemplificar) que seus sindicalizados têm de pagar por planos de saúde cada vez mais proibitivos.

Os verdadeiros prejudicados com a paralisação serão – como sempre – os alunos e suas famílias, com a obrigação de cumprir reposições de matérias, sofrendo com o comprometimento do calendário escolar, muitas vezes desorganizando as férias projetas pelas famílias.

CAPITAL VIÁVEL

É claro que a capital rondoniense é viável, tanto quanto o próprio estado. Acredito que o novo prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, apesar de ter recebido para administrar um município em situação de calamidade financeira, administrativa e moral, herança de prefeitos anteriores, tem todas as condições de fazer o resgaste esperado pela população portovelhense.

Não entro no coro daqueles interessados em inviabilizar o novo governo, principalmente como revanche e vingança pela derrota eleitoral sofrida. Não se pode exigir (e nem esperar) que um prefeito, mesmo sendo Hildon Chaves, vá resolver e consertar décadas de atraso, desperdício e falta de capacidade de gerenciamento dos gestores do passado.

MEDIDAS

O novo prefeito – gostem ou não aqueles políticos carcomidos que se aboletavam na prefeitura – tem sinalizado com propostas e ações que está determinado a colocar a gestão municipal no equilíbrio necessário para retomar o desenvolvimento sustentável.

Claro que está cometendo erros (alguns tipicamente primários) comuns a quem ainda não completou sequer 90 dias de comando na prefeitura. A coluna espera que tais erros sejam consertados e evitados. O acerto de Hildon Chaves (ao longo de seus 4 anos de mandato) é fundamental para quem mora na capital rondoniense e aspira ter qualidade de vida, ter uma cidade motivo de orgulho para o estado e o país.

PLANEJAMENTO

Hildon Chaves certamente está sofrendo para atingir o equilíbrio diante da caótica situação fiscal do município, principalmente em decorrência da baixíssima arrecadação de tributos, inclusive em consequência da sonegação que correu frouxa nos governos anteriores que em nenhum momento “apertou” os grandes contribuintes do município. Creio ser necessário esperar no mínimo um ano da nova gestão para a municipalidade encontrar esse equilíbrio fiscal que dará maior sustentação aos programas de infraestrutura defendidos pelo prefeito tucano durante a campanha.

VEEMÊNCIA

O prefeito ainda não falou com a necessária veemência sobre uma questão fundamental. Mesmo assim é perceptível que falta ainda um planejamento com base científica para projetar e realizar a Porto Velho sonhada por quem mora aqui a tantos anos. Assim como o próprio prefeito, a população precisa conhecer a real situação do município, o seu comprometimento com o fim do desperdício e com o fechamento das torneiras da corrupção.

COMPETÊNCIA

O prefeito está apanhando muito (especialmente pelas redes sociais) nesse início de gestão. Hildon – e nem precisa provar para quem o conhece – é capaz de avaliar, e bem, sua nova função pública. Se for realmente o personagem que conquistou a histórica votação na disputa pela prefeitura pela maneira clara de expor os problemas da administração pública deve saber os motivos de tantas pancadas que está recebendo, muitas vezes por erros crassos cometidos por membros de seu staff. É necessário ter uma equipe técnica competente, e não um secretariado mambembe, com alguns fazendo afirmações que cabe em qualquer piada.

MISTÉRIO

Um dentre os muitos olheiros da coluna ficou embatucado quando viu um ex-prefeito da capital rondoniense, reconhecido como um daqueles políticos mais sujos do que pau de galinheiro num grande supermercado da cidade, na semana passada, acompanhado por um sujeito fazendo o papel de segurança.

O ex-prefeito, condenado em ações de improbidade, só passou (num tempo curtíssimo) pela cadeia, o que parece não ter afetado sua vida nababesca. Nem as novas 20 ações abertas contra ele no âmbito do Judiciário parece abalá-lo. Todavia, como contou “our spy”, alguma coisa mudou na vida do sujeito. Ele usou quase 10 cartões diferentes para pagar a no caixa daquele supermercado identificado com uma enorme arara vermelha. Será em nome de quem estavam os cartões? Algum tipo de laranjal? Quem sabe os órgãos de investigação resolveram esse mistério...

Autor / Fonte: Gessi Taborda

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