Pelo menos 12 jornalistas foram agredidos durante atos de vandalismo, diz sindicato
Publicada em 09/01/2023 às 16:41Pelo menos 12 jornalistas foram agredidos, tiveram equipamentos danificados e furtados durante atos terroristas realizados por bolsonaristas, neste domingo (8), em Brasília. As informações são do indicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), que lamentou o ocorrido na capital.
Os relatos envolvem roubos e danos a equipamentos, além de agressões físicas e verbais por parte dos terroristas. Ainda de acordo com o sindicato, ao menos dois jornalistas solicitaram ajuda da Polícia Militar, mas não foram atendidos. O g1 aguarda resposta da corporação.
Um repórter do jornal O Tempo foi agredido e teve duas armas de fogo apontadas para ele, dentro do Congresso Nacional. Ao pedir socorro à PM, ele disse que foi ignorado e precisou ser salvo por um técnico da Empresa Brasil de Comunicações (EBC).
Uma jornalista e analista política do portal Brasil 247 foi ameaçada, perseguida e agredida pelos terroristas. Ela teve de apagar os registros feitos no celular.
Ao pedir auxílio da PM, teve como resposta um fuzil apontado em sua direção, sem ajuda, segundo o sindicato. A entidade afirma que ela só pôde sair sem ser linchada pois teve ajuda de outras pessoas.
Além dos citados, uma repórter fotográfica do portal Metrópoles foi derrubada e espancada por cerca de dez homens. O Sindicato e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) afirmam que estão à disposição da categoria para as medidas jurídicas cabíveis.
Confira a última lista atualizada pelo Sindijor com os agredidos:
Um repórter do jornal O Tempo foi agredido por criminosos que chegaram a apontar duas armas de fogo para ele, dentro do Congresso Nacional. O repórter relatou que procurou ajuda, mas os policiais militares se recusaram. Foi salvo por um técnico da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Uma repórter da Rádio Jovem Pan foi xingada e seguida enquanto deixava a região da Esplanada dos Ministérios. Um homem tentou abrir a porta do carro da jornalista e apontou uma arma para ela.
Um repórter da TV Band teve o celular destruído enquanto filmava o ato. Ele disse que não foi agredido.
Uma repórter fotográfica do Metrópoles foi derrubada e espancada por 10 homens. Ela teve o equipamento danificado.
Uma jornalista e analista política do portal Brasil 247 foi ameaçada, perseguida e agredida pelos terroristas. Ela teve de apagar os registros feitos no celular. Ao pedir auxílio da Polícia Militar, teve como resposta um fuzil apontado em sua direção. Relatou que só saiu sem ser linchada porque teve ajuda de uma pessoa que participava do ato.
Uma correspondente do jornal The Washington Post foi agredida com chutes e derrubada no chão. Ela teve o material de trabalho roubado. Um repórter do jornal O Globo que testemunhou a agressão recorreu à equipe do Ministério da Defesa, que ajudou a jornalista.
Um repórter da Agência Anadolu, da Turquia, levou tapas no rosto enquanto cobria o vandalismo no Palácio do Planalto.
Um repórter da Agência France Press teve o equipamento (incluindo o celular) roubado e foi sido agredido.
Um repórter fotográfico da Folha teve o equipamento roubado.
Um repórter fotográfico da Agência Reuters teve o material de trabalho e o celular roubados.
Um repórter da Agência Brasil teve o crachá puxado pelas costas, enquanto registrava a destruição. Ele ficou com escoriações no pescoço.
Um repórter fotográfico do portal Poder 360° foi agredido e tentaram levar o equipamento dele.
Fonte: G1