Taxistas, Uber, indústria da multa e a sobrevida de um secretário

Taxistas, Uber, indústria da multa e a sobrevida de um secretário

Claro que não havia outra saída: o caso de veículos para transporte de passageiros, associados ao aplicativo  Uber, vai mesmo acabar na Justiça. Como já ocorreu em muitas outras regiões (o Uber já está presente em mais de 650 cidades), onde esse tipo de transporte alternativo é utilizado. A verdade é que o sistema tradicional de táxis está perdendo espaço. As novas opções, mais baratas (claro que é injusto, porque os taxistas são explorados pelo Poder Público ao máximo, pagando tributos exorbitantes, enquanto o Uber, por exemplo, nada paga), estão atraindo cada vez mais o consumidor.

Ora, só para dar um exemplo, quem vai querer pagar uma corrida de táxi de 40 reais a 50 reais até o aeroporto da Capital, conforme o local de onde sai, podendo fazer o mesmo trajeto pelo Uber, pagando entre 8 reais e 10 reais? Pressionado pelos vereadores (alguns deles com grandes interesses pessoais nos serviços de táxis, mas outros apenas por se solidarizarem com os sempre prejudicados taxistas), o prefeito Hildon Chaves diz que vai proibir o Uber. Pode até fazê-lo, mas todos os que recorrerem à Justiça vão ganhar as causas, contra a Prefeitura. Não há, numa economia de mercado e de livre concorrência, o que possa ser usado para proibir uma iniciativa comercial. Portanto, o anúncio da Prefeitura, para os profissionais dos táxis, é apenas uma Vitória de Pirro. A decisão, na prática, não vai servir para nada.

O que a decisão até agora valeu mesmo, foi para dar um fôlego ao secretário Marden Negrão, da Semtran.  Alguns vereadores o tinham como alvo de duros discursos, dias atrás, alegando que ele nada fez até agora, em mais de cinco meses, para resolver alguma problema no trânsito da cidade, pequeno que fosse. Como Marden se posicionou a favor dos taxistas, no episódio que ainda vai longe, acabou se aproximando de alguns dos edis que o criticavam e que já baixaram o tom da conversa, mesmo que ele, que chegou cheio de credenciais, não tivesse ainda mexido em nada, na estrutura do complexo trânsito de Porto Velho, atirado às traças durante anos. Pior notícia ainda é que os agentes de trânsito voltaram com tudo com as multas, contrariando discurso do prefeito Hildon Chaves, na campanha. Quanto a isso, aliás (a indústria da multa, que voltou), não se ouve uma só voz pelos lados da Câmara Municipal, criticando ou protestando. Os vereadores só estão preocupados com a questão dos táxis. Resolvido isso, tudo estará resolvido?

TEM GENTE QUE SÓ ATRAPALHA!

Batalhador, dedicado, correndo para lá e para cá, para enfrentar não só os problemas do dia a dia, como também a infernal e destrutiva burocracia que norteia qualquer ação da saúde pública, o secretário Alexandre Porto tem se desdobrado para melhorar os serviços, que os recebeu em frangalhos, ao assumir a Semusa, no início do ano. Só agora, por exemplo, depois de uma grande batalha, de perder noites de sono e de ficar com os cabelos ainda mais brancos, é que ele conseguiu ver o pacote principal de medicamentos necessários à população chegar aos postos de saúde. A verdade é que na área da saúde, estão faltando mais Alexandres Portos e menos palpiteiros, fiscalizadores, amadores, que se acham e que, ao invés de ajudarem, acabam mesmo é atrapalhando e prejudicando seriamente a população, com tantas ações desastradas e pitacos. Aliás, isso é comum no Brasil. Tem uma meia dúzia trabalhando com seriedade e dedicação e quatro dúzias em volta, dando carteiraço e tentando alimentar o próprio ego. Pronto. Falei!

PROTEÇÃO AO PARTO

Foi apresentado na Assembleia Legislativa, pelo deputado Lazinho da Fetagro, projeto de lei   que determina a criação de uma série de medidas, praticas e urgentes, para assegurar a proteção à gestante durante o pré parto; à gestante, durante o parto e a mamãe e seu bebê no pós parto. A intenção, segundo o parlamentar, é criar um dispositivo legal contra o que se chama de  violência obstétrica, a exemplo do que já existe em outra\s regiões do país, como em Santa Catarina, de onde a nova legislação rondoniense será adaptada. A medida foi tomada pelo parlamentar depois de inúmeras denúncias feitas numa série de reportagens da SICTV/Record, contra atendimentos no sistema público de saúde, principalmente na Maternidade Mãe Esperança, mas também contra hospitais públicos da Capital e do interior. Segundo o petista Lazinho,  “toda grávida tem direito a um atendimento respeitoso e humanizado. Tem direito a ser recebida por profissionais e serviços de saúde capacitados e que respeitem a gestação, o parto, a amamentação e a mulher”. O tema entra em votação em breve, no parlamento rondoniense.

SALVEM A CURIMATÁ!

Morador do Bairro da Lagoa há 33 anos, praticamente desde quando chegou a Porto Velho, o famoso radialista e Dinossauro Beni Andrade anda exultante! Mais de três décadas depois, a Prefeitura da Capital começa a realizar as obras de infraestrutura, com saneamento e depois asfaltamento, das principais ruas do bairro. Num texto postado nas redes sociais, Beni ironiza: “Ao longo de 33 anos, o bairro Lagoa foi preterido, ignorado e descartado por quase uma dezena de administrações; claro, menos quando se trata de recolher impostos!”. Depois, comemorou: “finalmente, a administração do prefeito Hildon Chaves em plena sintonia com o secretário de obras Tiago Dambrós Costa Beber, diferente da letargia de administrações passadas, começa tirar o Bairro Lagoa do descaso e do abandono. Conforme compromisso assumido pelo prefeito Hildon, as demais ruas do bairro receberão o mesmo tratamento ora dispensado à Jatuarana, inclusive a Rua Curimatá, importante via de acesso que liga a Avenida Rio de Janeiro à BR 364”.  A Rua Curimatá, aliás, poderia entrar para o Guiness como a rua onde houve mais promessas de solução, mas até hoje nada cumprido.  Quem sabe agora a urucubaca da Curimatá acaba?

A GRANDEZA DE RONDÔNIA

Já está circulando uma edição especial da revista Valor Econômica, com um caderno de 100 páginas totalmente dedicado ao desenvolvimento econômico do nosso Estado. Vale a pena ler. Quem aqui vive e daqui gosta, precisa saber de informações impressionantes sobre o agronegócio, por exemplo, que poucos sabem. Por exemplo: existem hoje 7,8 cabeças de gado para cada habitantes dessa Rondônia, que, no início dos anos 70, ou seja há menos de 50 anos, praticamente não tinha gado nenhum. Ou seja: saltamos quase do último lugar, em menos de meio século, para o sexto rebanho nacional, segundo a publicação. Nossa produção diversificada e as oportunidades que o Estado oferece aos novos negócios, estão resumidas na edição da revista, que destaca ainda nossa produção de carne; a de soja; de café e outros produtos agrícolas. A energia hoje abundante; o crescimento vertiginoso de cidades como Ji-Paraná e vários outras questões importantes do nosso desenvolvimento, estão retratados na revista Valor Econômico. Nosso números de crescimento, em quase todos os quesitos, são realmente de deixar a gente rondoniense orgulhosa.

AOS QUINTOS DOS INFERNOS

A PM reagiu à altura, como deveria fazer sempre, num assalto em que três facínoras atacaram uma clínica médica na tarde desta sexta. Um dos bandidos foi prestar contas no inferno; outro saiu ferido e um terceiro conseguiu fugir. Com a polícia nas ruas, reagindo a esses facínoras que tomaram de assalto a Capital, certamente o número de ocorrências violentas vai diminuir. Agora, é importante que a polícia divulgue quem são os bandidos; de onde eles vêm; são egressos dos presídios? São daqueles que saem com tornozeleira eletrônica, mas continuam praticando os mais ousados crimes? Ou fazem parte das organizações criminosas que vieram para cá, atrás dos seus chefões, que estão trancafiados no Presídio Federal de Rondônia? Está na hora das autoridades comunicarem com clareza à sociedade, o que está se passando e, principalmente, quem são esses facínoras; de onde vieram e quem os patrocina. E, ao mesmo tempo, tem que aumentar o policiamento, para reagir à altura e mandar para os quintos dos infernos esses canalhas, que atacam em plena luz do dia, como se essa cidade não tivessem ninguém a protegê-la...

FOGO NO ESPAÇO

Foi só um susto, mas poderia ter sido pior. Embora o número de participantes na Marcha para Jesus, nesse feriado de quinta, tenha tido um público muito menor que o previsto pelos organizadores (não chegou nem à metade das 100 mil pessoas anunciadas), no final da tarde houve grande risco para a pequena multidão. Um incêndio na área pertencente à Aeronáutica, comum nessa época do ano, avançou em direção ao Espaço Alternativo, deixando muita gente assustada. Felizmente não passou disso, mas é bom que as autoridades que organizam eventos na Capital, vão se precavendo contra os riscos de queimadas naquela região da cidade. Na maioria dos casos, elas, as queimadas, são criminosas mesmo, incluindo dentro de uma área com acesso proibido. Mas trovões e raios e até o início de queimadas com causas desconhecidas, enchem a região de fumaça e levam risco aos frequentadores do local. Isso sem falar que tudo ocorre muito perto da pista do aeroporto internacional de Jorge Teixeira. Aquele mesmo, que de internacional, só tem o apelido!

PERGUNTINHA

Já que pagamos, até a manhã desta sexta, mais de 1 trilhão de reais em impostos, pode-se imaginar que agora sim, teremos o retorno dessa quantia trilionária em benefícios para a população brasileira?

Autor / Fonte: Sérgio Pires

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