PT deve coligar com o PDT em Rondônia e deixar Fátima Cleide fora da disputa ao Senado

Coligação

Reunião realizada na noite da última quinta-feira (2) sepultou as pré-candidaturas do PT de Rondônia ao governo e ao Senado. A executiva estadual decidiu que o partido deve coligar com o PDT, cortando 80% dos pretensos nomes que poderiam concorrer à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. A decisão deve ser homologada no próximo domingo, quando acontece a convenção dos petistas.

Irritação

A mais irritada com a decisão era a ex-senadora Fátima Cleide (PT), que pretendia novamente ser candidata ao Senado. Ocorre que o cargo é majoritário, e a coligação do PDT já tem para concorrer às duas vagas o ex-prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), e o ex-prefeito de Ouro Preto do Oeste e ex-deputado federal Carlos Magno (PP). Assim, Fátima fica fora da disputa.

Inconformada

Fátima Cleide deixou a reunião afirmando que iria para Brasília tentar reverter a decisão. Alega ela que Lula ficará sem palanque, e que a prioridade não são alguns mandatos em Rondônia, e sim a Presidência da República. Acontece que até mesmo quem reclama sabe que dificilmente será modificado o que foi decidido na reunião de quinta.

Quórum

O caso é que não houve quórum dos delegados, e a votação foi decidida pela executiva do PT. O presidente em exercício, Padre Ton, que diga-se de passagem não é mais padre, contou com o apoio decisivo do deputado Lazinho da Fetagro e obteve a maioria dos votos pela coligação com o PDT. Prevaleceu a tese de que, coligados, os petistas podem eleger deputados estaduais e um federal, e sozinhos poderiam não iriam a lugar nenhum.

Confirmados

Estão confirmados para disputar o governo de Rondônia o deputado Maurão de Carvalho (MDB) e o senador Acir Gurgacz (PDT). Expedito Júnior (PSDB) catimba o jogo, mas está à procura de alguém que possa ser candidato a vice. Pesa na decisão do tucano a possibilidade de perder a eleição, caso concorra ao governo, apesar das benesses do cargo. Se disputar o Senado, as chances são bem maiores.

Neodi

E o que repercute, ainda, é o discurso do ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-prefeito de Machadinho do Oeste, Neodi Carlos (PSDC). Ele disse que não estará mais no palanque de caloteiros. Em uma convenção, Neodi lembrou que, para não ficar com a pecha e mal pagador, teve que quitar contas de campanha que não eram suas. Trata-se de um cidadão contra o qual pesam muitos reclamações de não pagamento de dívidas.

Autor / Fonte: Nilton Salina

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