Publicada em 24/04/2012 - 14h07min   /  Autor:  Assessoria
Prefeitura de Jaru se reúne com ribeirinhos para tentar solucionar problemas ambientais

Segundo dados apresentados na reunião, 156 residências foram notificadas por se encontrarem fora do limite de distância permitido por Lei.

A Prefeitura de Jaru realizou na noite desta segunda-feira (23) nas dependências da escola Jean Carlos Muniz uma reunião com ribeirinhos que residem às margens do rio Mororó, em Jaru. O objetivo do encontro foi buscar soluções para as famílias que moram em áreas de preservação permanente, uma vez que o Ministério Público cobra do Município providências quanto ao destino dos esgotos destas moradias.

O evento contou com a presença do prefeito Jean Carlos dos Santos, da primeira-dama Darlene Ribeiro, dos secretários municipais de Meio Ambiente, Kátia Casula, e de Obras e Serviços Urbanos, Roberto Emanuel, do representante da Vigilância Sanitária, Elaidio Pimentel, além de dezenas de moradores.

Segundo dados apresentados na reunião, 156 residências foram notificadas por se encontrarem fora do limite de distância permitido por Lei. Segundo levantamento feito pela Prefeitura, a maioria desses ribeirinhos moram no local entre 3 há 10 anos e na maioria o imóvel é próprio. Também foi apurado que 40% jogam todo o esgoto no rio Mororó e os outros 60% têm fossa negra para banheiro e o resto vai para o rio ou para o solo.

A secretária Kátia apresentou dois projetos que pode resolver a problema de poluição do rio Mororó, uma fossa séptica econômica e um conjunto de fossa séptica e filtro anaeróbico. Ambos os projetos retém os resíduos sólidos e libera apenas o líquido. O filtro econômico é composto por três tambores plásticos de 200 litros e tubulação, cujo material para fabricar custa R$ 340. Caso o morador se proponha a construir pessoalmente, uma vez que é bem simples, a Semma acompanhará o processo de fabricação, porém pode se optar por pagar a terceiros, o que com o material e mão-de-obra sairá em torno de R$ 550.

O ribeirinho Sebastião Silva e Souza, que mora na rua São Paulo, no Setor 06, disse que construiu o filtro em sua residência há cerca de 5 meses e mesmo atendendo a duas casas, até hoje não foi preciso esgotar. “Funciona mesmo, ele retém todo o material sólido e passa só o líquido”, frisa ele.

O outro projeto apresentado foi o conjunto de fossa séptica e filtro aeróbico, que utiliza manilhas de concreto e tubulação de PVC e também retém os resíduos sólidos e libera apenas os líquidos, que passam por um processo de filtragem. Este equipamento pode ser adquirido na empresa Decisão Empreendimentos, com o gestor ambiental Joir Calixto, ao valor de aproximadamente R$ 700.

Na oportunidade o prefeito Jean declarou que a Prefeitura está apresentando esses projetos que acreditam que irão resolver o problema de esgotos jogados diretamente no rio. “A Prefeitura também irá priorizar o repasse das casas populares do programa Minha Casa, Minha Vida 2 aos ribeirinhos que tiverem que desocupar suas residências que estão localizadas em lugar de risco”, explicou o prefeito, se referindo aos 219 imóveis do Residencial Primavera que vêm sendo construídos no Setor 08, além de outras 480 unidades que deverão ser construídas em breve.

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