Publicada em 05/07/2011 - 13h10min   /  Autor:  Valdir Alves
Portugal incentiva cultura brasileira na Europa

Segundo ela, “Alves é um jornalista respeitado, estudioso, preocupado com as questões políticas, sociais e culturais”. Mais que simplesmente cantar, ele atrai para si a atenção do público.


O tratado de cooperação entre Brasil e Portugal pode servir de incentivo para a entrada da cultura brasileira em outros países da Europa. A recente apresentação do jornalista e cantor Valdir Alves na casa de Shows Onda Jazz é um indicador de que não somente artistas consagrados da MPB tem espaço para apresentação no velho continente. As interpretações, no entanto, preferencialmente precisam ser de autoria dos consagrados. São músicas difundidas na região e conhecidas principalmente pelos portugueses. Mas, para conquistar o público europeu é preciso um viés de empreendedorismo. Somente cantar e tocar não basta, disse a promotora do evento, Rosângela Rabel.

O diferencial que cada um deve encontrar em si próprio e socializá-lo ao junto ao público é que vai garantir que o artista, o artesão, o escritor, ou o poeta ocupe espaços talvez nunca imaginados, avalia Rosangela, que há quatro anos instalou a Racco Europa, com sede em Lisboa. Agora, com o apoio do governo do Estado, ela conseguiu levar o primeiro artista de Rondônia para um show. “O Valdir conseguiu conquistar o coração de todos durante o concerto. Ele é muito comunicativo e carismático”.

O lançamento do livro “Saúde e Comportamento Humano”, assinado pelo professor doutor Carlos Alberto Paraguassu-chaves, Elza Maria de Freitas Jacarandá e Suzy Mara Aidar Pereira, uma semana depois do concerto apresentado por Alves, é outro exemplo de que Rondônia vem conquistando espaços dentro da Amazônia Brasileira e fora dela. A publicação aborda um estudo sobre o sofrimento mental correlacionado com a satisfação no trabalho, dentre outros assuntos. Foi lançado na sede da Embaixada brasileira em Lisboa.

Rosângela é advogada. Pode ser considerada um exemplo empreendedorismo com a iniciativa de levar para cantar na Europa, artistas da região norte, considerados desconhecidos do grande público, leia-se eixo Rio-São Paulo. Escolheu levar Valdir Alves. “Não poderia ter falhas, caso contrário o projeto poderia abortar já na primeira edição, especialmente em Lisboa, onde tem muitos cantores brasileiros. E o Valdir eu conheço”, testemunha.

Segundo ela, “Alves é um jornalista respeitado, estudioso, preocupado com as questões políticas, sociais e culturais”. Mais que simplesmente cantar, ele atrai para si a atenção do público. Foi o que aconteceu no evento. “Tudo que se propôs a fazer, executou da melhor maneira possível”. Alves chegou a Lisboa e ainda no primeiro dia foi para a embaixada brasileira, onde participou do lançamento de uma revista e fez os primeiros contatos.

Sílvia Nazário e Valdir Alves

O evento, realizado em Lisboa, em 26 de maio arrancou aplausos. O público, seguindo a lógica, a maioria de portugueses; depois, brasileiros; além de italianos, franceses, espanhóis e suíços. Os organizadores aproveitaram cada palavra que o cantor/jornalista dirigiu plateia nos intervalos de uma ou outra música. Transformaram seu carisma e comunicação para fechar novos eventos que estão previamente encaminhados para o próximo ano. Depois da apresentação intercalada com Silvia, Valdir foi convidado para cantar em vários locais, na sexta, sábado e domingo. Mas preferiu deixar a critério dos produtores que optaram por um trabalho mais robusto, em 2012.

Edna Quadros, jornalista, mestre em produção cultural, assessora de comunicação da Racco Europa, ficou responsável pelos eventos de Alves e Sílvia nos próximos anos. O objetivo é difundir a música popular brasileira, sob uma nova perspectiva, em países como Itália, Espanha, França, Suíça, além de Portugal. A presença de turistas destes países no Onda Jazz é que estreitou relações dos produtores brasileiros com as novas possibilidades.

Valdir Alves fez muitos sorrirem quando brincou: “nós, brasileiros e portugueses, somos irmãos. E, irmãos também, às vezes, se desentendem”. A citação de Alves, quando afirmou que a música não tem fronteira também foi aplaudida. “A música é uma das poucas coisas no mundo que não tem fronteiras. Por isso eu cruzei o (oceano) Atlântico para cantar para vocês. Fazer o melhor de mim, apesar de estar meio tímido”. A fala fez com que algumas pessoas dissessem em voz alta: “fique a vontade, não fique tímido. Tu estás em casa”. Alves disse que “da mesma forma que vocês vieram aqui para ouvir a música brasileira, em vários lugares do Brasil há pessoas ouvindo o fado, suas vertentes e outras canções portuguesas”.

Ao afirmar não ter a música como um objetivo fim, Valdir compartilha do pensamento da empresária Rosângela Rabel, de que “precisamos aproximar a cultura de Estado de Rondônia, da cultura portuguesa e de outros países da Europa, sob vários aspectos”. A música faz parte desta aproximação. A exposição de biojóias durante o evento o lançamento da revista Share e o livro do professor Paraguassu, da Unir, explicam melhor o que pretende a dupla. “Queremos trazer um pouquinho da Europa para Rondônia. A contrapartida é levar Rondônia aos europeus, passando por Portugal. O projeto inclui a cantora Sílvia e sua banda”, completa Rosângela, que defende tese de doutorado em Sevilha este ano, mesma universidade em que Valdir Alves, bacharel em Comunicação Social, pretende iniciar em 2012.

COMENTÁRIOS

olá tenho um grupo de chorinho sou do ES BRASIL e estamos com idéia de apresentarmos nosso trabalho pela europa, por favor se puder nos ajude o nosso trabalho é muito interessante temos um grande repertório estarei esperando resposta obrigado!!!!!!!!

magno andrade

Postado em 30/11/2011 às 20:47

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