Opinião – Unificação das eleições poderá comprometer ainda mais a economia

Opinião – Unificação das eleições poderá comprometer ainda mais a economia

Porto Velho, RO – Toda discussão envolvendo a necessidade de ampla reforma política no Brasil, o tema mais abordado é a unificação das eleições. É que no país verde e amarelo as eleições ocorrem a cada dois anos com a alegação, que o eleitor encontraria muitas dificuldades para votar em sete candidatos, por isso a divisão.

As eleições são de quatro em quatro anos com a possibilidade de reeleição dos cargos executivos (presidente da República, governadores e prefeitos e as proporcionais envolvendo senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores). Até aí morreu Neves. As eleições de prefeitos e vereadores são em separado.

O custo de uma eleição para os cofres públicos do país é elevado. Envolve os tribunais eleitorais, os órgãos públicos e praticamente toda a população adulta brasileira. Custo, mobilização popular com a política partidária e dificuldades em pedir votos de dois em dois anos fomentam a defesa de boa parte dos políticos em unificar as eleições. A proposta é que as de prefeitos e vereadores, que são realizadas em separado sejam realizadas junto com as demais.

O que a maioria dos defensores da unificação das eleições não entende é que uma eleição representa muito para a economia de municípios, Estados e País. Basta levantar a diferença econômica nos anos eleitorais. Os números não mentem. Em ano eleitoral o povo brasileiro vive melhor, mesmo que boa parte da melhora na economia seja pelos empregos temporários e injeção de recursos financeiros pelos candidatos nas campanhas. 

A unificação das eleições não irá mudar em nada o problema maior do eleitor, que é votar com o estômago e não com o cérebro. O sistema eleitoral brasileiro precisa mudar. Enquanto a maioria do eleitorado votar em troca de alguma coisa, que não seja o trabalho coletivo do político, visando a maioria da população e não de grupos, nada mudará e a corrupção continuará sendo o “câncer maligno” que predomina na política brasileira.

O País não está mergulhado, apenas na crise política, desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O Brasil de hoje é um país violento, dominado pela marginalidade, tem carência de empregos e não encontra caminhos para estancar o problema maior, que é a corrupção político-empresarial. Até quando.

A unificação das eleições é um assunto minoritário, mas uma ampla reforma político-partidária é mais que necessária. E o povo eleitor poderia iniciar uma depuração moral e ética já nas eleições gerais (presidente da República, governadores, duas das três vagas ao Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas).

Política, moral e eticamente o Brasil precisa ser passado a limpo mudanças que só ocorrerão através da política, pois a economia e o social dependem exclusivamente dela. 

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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