Opinião - Queimadas preocupam e mobilizam sociedade organizada

Opinião - Queimadas preocupam e mobilizam sociedade organizada

Todos os anos no período do verão amazônico (seca) as queimadas criminosas sufocam a população, criam problemas com a natureza, favorecem os acidentes nas estradas, devido as fumaça, compromete a aviação e aumentam os casos de doenças pulmonares. Apesar de a situação ser previsível pouco ou nada se faz para se evitar, ou ao menos amenizar o problema.

Méritos para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), da capital, que através do seu titular Robson Damasceno, que apresentou o programa “Porto Velho Sem Fogo” a órgãos municipais, estaduais e federais. O objetivo é evitar e combater as queimadas criminosas que ocorrem com enorme intensidade no período de seca.

A iniciativa do secretário Robson é da maior importância e precisa receber o apoio da sociedade organizada, para que seja coroada de sucesso. Já tivemos anos que os Céus de Rondônia, tão exaltados no nosso belo Hino ficaram cobertos por fumaça acarretando sérios problemas sociais, ambientais e até de mobilidade terrestre e aérea.

A proposta da Prefeitura de Porto Velho não pode ficar limitada à capital. Os demais municípios e os órgãos federais e estaduais devem se unir numa ampla parceria, para que as queimadas criminosas sejam evitadas, combatidas e os reticentes punidos com os rigores da lei.

A queimada criminosa prejudica diretamente o meio ambiente. Favorece a acidentes nas estradas, que já estão em precárias condições de tráfego seguro; as aeronaves têm problemas para pousos e decolagens e os postos de saúde superlotam de pessoas em busca de atendimento devido a doenças pulmonares.

A flora e a fauna também são prejudicadas diretamente, mesmo numa região onde a mata, ainda, predomina, como na região amazônica. O progresso e o desenvolvimento são necessários, bem vindos, mas não pode ser a qualquer preço, com a destruição do meio ambiente.

O programa “Porto Velho Sem Fogo” da capital deve ser ampliado, aperfeiçoado e adequado pelo governador Daniel Pereira (PSB) e sua equipe ligada ao meio ambiente, e denominado de “Rondônia Sem Fogo”. O gado, o suíno, o café, a soja e o milho são bem vindos, necessários, mas à frente está a natureza e o ser humano.

Rondônia é uma das fronteiras econômicas abertas no país. Se não for a única. Vamos preservar hoje, evitar o excesso, o desenvolvimento sem preço para não amargar o futuro. Humanos e meio ambiente convivem, mas nenhum deles terá solução de continuidade sem a parceria.

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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