Opinião: Candidatos malhados nas redes sociais e parte da mídia

Opinião: Candidatos malhados nas redes sociais e parte da mídia

O dia das eleições gerais (7 de outubro), que elegerão senadores (duas das três vagas) e deputados à Câmara Federal e Assembleias Legislativas no primeiro turno se aproxima. No mesmo dia também serão votados os candidatos a presidência da República e governadores, mas com a possibilidade de eleições em segundo turno.

As eleições em Rondônia, que até recentemente estavam mornas, com pouca participação popular vêm ganhando corpo com a aproximação do dia de votação. Serão três semanas, pouco mais de vinte dias.

A pressão contra os candidatos com maior potencial de votos também vai se avolumando. Nas redes sociais, por exemplo, em razão de cada cidadão poder expressar livremente o seu posicionamento, sobre determinadas situações são normais os abusos, mas a maioria de caso pensado.

Devido à velocidade da informação, que hoje ocorre em um toque no computador, no celular ou qualquer outro tipo de equipamento de comunicação a opinião, a notícia, a fofoca ou a rede de intrigas de informações falsas ganham o mundo virtual com ataques pessoais e sem o mínimo de fundamento. O assunto predomina, infelizmente.

As vítimas são os políticos com maior visibilidade, como não poderia ser diferente. Os ataques ocorrem devido a vários fatores, sendo dois deles mais evidentes: maior popularidade e participação com as lideranças políticas da maioria dos municípios e, logicamente com os demais segmentos da população e porque determinado candidato está mais bem posicionado nas pesquisas de consumo interno, as encaminhadas para análise dos coordenadores de campanha e dos candidatos, não para divulgação.

Ocorre que ninguém chuta cachorro morto! Quando alguém está “apanhando muito” tenha cuidado.  

Como temos mais três semanas de campanha a previsão é que a pressão na mídia (impressa, televisa ou eletrônica) aumentará contra candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de institutos especializados, o que não quer dizer eficiência e nem certeza de acerto, mas são parâmetros.

As assessorias (sic) de boa parte dos candidatos (governo e Senado) se preocupam mais em blindar os candidatos que noticiá-los. Confundem badalação com informação contribuindo para o desgaste do assessorado. Como puxa-saco e formiga existem em todos os lugares o prejuízo é enorme, porque o candidato, além de não ter a devia cobertura jornalística da mídia acaba levando peia devido à incompetência dos “lambe-botas”, que proliferam como carrapato no pasto, pra não dizer em outro local.

Não será difícil encontrar no “noticiário” das redes sociais, no caso dos candidatos ao Senado que Valdir Raupp (MDB) cortará a barba, Confúcio Moura (MDB) usará peruca, Jesualdo Pires (PSB) se arrependeu de ter renunciado ao cargo de prefeito de Ji-Paraná, Carlos Magno (PP) irá disputar o governo na vaga da sua coligação, que Aluízio Vidal irá apoiar Jair Bolsonaro a presidente e que Fátima (PT) desistirá do Senado para concorrer a deputada estadual.

Os três candidatos a governador também sofrerão ataques os mais diversos. Acir (PDT) abrirá mão da candidatura para apoiar Jaqueline Cassol a governadora, Expedito (PSDB) renunciará para apoiar seu vice Maurício ao governo, Maurão (MDB) abrirá mão candidatura para concorrer à reeleição e Pimenta (Psol) desistirá para apoiar seu vice Paulo Benito (PT) a governador.

Tudo ironia, lógico, mas como já dizia Magalhães Pinto que “política é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.

As próximas semanas prometem intensa “guerra” na mídia e nas redes sociais. Os advogados das coligações terão muito trabalho.

Autor / Fonte: Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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