Publicada em 09/01/2017 - 09.30   /  Autor:  WC / rondoniadinamica
Opinião - Chacinas nos presídios não diferenciam da violência nas ruas

Povo se tranca nas casas e autoridades se preocupam com bem estar dos criminosos

 

A mídia nacional e internacional priorizou na última semana as chacinas nos presídios do Amazonas e Roraima onde cerca de 100 presos perderam a vida. Briga de facções rivais motivaram as cenas horrendas com torturas e mortes dentro dos presídios.

A violência, a criminalidade, as ações condenáveis são praticadas diariamente pelos representantes do mundo do crime. Velhos, crianças, adolescentes, não importam a idade ou a representatividade do humano, pois a bandidagem não respeita nada, muito menos a dignidade das pessoas.

Os atos condenáveis, violentos praticados contra presidiários resultando em dezenas de mortes nos presídios do Amazonas e de Roraima são comuns, infelizmente, no dia a dia do cidadão brasileiro, que é assaltado, roubado, violentado por marginais, que agora estão se matando.

O brasileiro também está sendo massacrado por empresários e políticos; membros do judiciário, MPs, órgãos com apoio de assessores e secretários. O estupro praticado pela corrupção desenfreada deste país não tem parâmetro.

Nem mesmo a ousadia, isso mesmo, ousadia do juiz Sérgio Mouro consegue frear a corrupção que se adonou da política brasileira com a participação direta de empresários. O que hoje está se tornando público via Operação Lava-Jato é uma prática constante na política.

Aqui a corrupção é um câncer incurável, que se tornou metástase. Os negócios escusos, os preferidos pelos corruptos minam a saúde do povo, que mantém todo o setor público com o pagamento, sempre compulsório de impostos sobre impostos, taxas, tributos, quase sempre de forma compulsória.

A maioria das negociações que ocorre na área pública é vergonhosa. O fornecedor vence a concorrência ou licitação praticando preços menores, exigência –ou burrice– da Lei das Licitações, para depois superfaturar, receber e entregar apenas de 30% a 50% do comprado. Uma vergonha nacional, um assalto voraz ao bolso do povo.

A miséria urbana, que antes ocorria na periferia das grandes cidades, hoje atinge a todas. O desemprego é grande, a roubalheira é uma tônica e boa parte da população sobrevive na linha da pobreza. São poucos, mas poucos mesmos que estão com os bolsos estufados, contas astronômicas nos paraísos fiscais e muitos, mas muitos mesmo que passam necessidades.

O Brasil é um País rico, explorado desde os tempos do descobrimento onde a diferença social é enorme, porque o povo trabalhador, que sustenta a tudo passa necessidade, porque os Sérgio Mouro são exceções, quando deveriam ser prioridades.

A matança nos presídios é vergonhosa, triste, mas espelha a realidade social brasileira, onde a marginalidade manda e desmanda e as autoridades, em grande parte apóia, participa, quando deveria reprimir com os rigores da Lei, jamais com os condenáveis “pedidos de vistas” e “ações protelatórias”, que são legais, mas imorais nos tribunais de entrâncias superiores.

O povo não pode viver refém da criminalidade, da violência, como ocorre hoje. As famílias da população trabalhadora estão sem proteção mesmo trancadas nas casas. A bandidagem manda e desmanda.  

É triste constatar a preocupação da Procuradoria Geral da República (PGR) acionando o Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as rebeliões nos presídios. Seria muito mais útil para a população que fiscalizassem os administradores públicos que roubam até remédios e medicamentos do povo simples, humilde, trabalhador, que sustenta a “máquina” administrativa do país e não recebe retorno constitucionalmente obrigatório, como saúde, educação básica, segurança pública, dentre outros não menos importantes.

O Brasil está caminhando para uma situação a cada dia mais crítica. Se os poderes (Executivo, Legislativo, Judiciário) não assumirem a real finalidade de cada um, com austeridade e seriedade a marginalidade dominará “legalmente”, e o país se tornando uma Colômbia de passado recente, onde as Forças Armadas Revolucionárias-Farc davam as cartas.

O Brasil é um pobre país rico. 

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