Editorial – Expedito Júnior ganha força após queda de Cassol; histórico de políticos apoiados pelo senador é problemático

Editorial – Expedito Júnior ganha força após queda de Cassol; histórico de políticos apoiados pelo senador é problemático

Porto Velho, RO – A bola caiu no pé do ex-senador Expedito Júnior (PSDB), é incontestável. Após a queda de Ivo Cassol, do PP, líder nas pesquisas de opinião quando o assunto são as possibilidades em relação ao Governo de Rondônia no pleito vindouro, sobrou para o tucano. O peesseedebista não se posicionou até agora sobre suas pretensões em 2018 – pelo menos oficialmente.

Cassol e Expedito têm um passado de amor e ódio. Já foram amigos, aliadíssimos na política: unha e carne. Mas num pretérito recente romperam e ficaram anos sem ter qualquer tipo de relação, sequer se falavam.

No mundo das voltas e reviravoltas da política, se acertaram e estão afinados de novo.

As questões primordiais na parceria são, justamente, a demora de Expedito em se postar como pretenso concorrente ao Palácio Rio Madeira e, ainda, o aspecto histórico de candidaturas apoiadas por Cassol.

Se o progressista é, inegavelmente, um campeão de votos, por outro lado amarga retrospecto negativo de reveses  em relação a aliados que apoiou, mas não vingaram.

O exemplo maior é a irmã Dirlane, conhecida como Jaqueline Cassol (PR). Em 2014, Jaqueline, ou Dirlane, como queira, ficou de fora do páreo já no primeiro turno, quando restou derrotada tanto por Expedito (2º) quanto pelo governador reeleito à época, Confúcio Moura (MDB).

Naquela ocasião, o presidente da Assembleia Legislativa (ALE) Maurão de Carvalho (MDB), ainda no PP de Cassol, foi preterido pelo ex-governador e ficou de fora da disputa. Maurão foi reeleito deputado estadual, mas Ivo perdeu em todos os apontamentos majoritários – e familiares – com a derrota prematura de Jaqueline e, paralelamente, de sua esposa Ivone, que concorreu ao Senado Federal e também perdeu.

Daí saiu a célebre frase de Maurão:

“Quem quis tudo, ficou sem nada”.

Embora o congressista tenha o nome abraçado por boa parte da população rondoniense, e isto é fato, a fama de “dedo podre” na hora de tentar eleger seus companheiros pesa em seu histórico político-eleitoral.

Expedito, por outro lado, carrega na bagagem uma cassação de mandato por compra de votos, algo que levará para o resto da vida e será obrigado e encarar a cada eleição que pretender disputar. 

Agora, coloca sobre suas costas o peso de um condenado pela Justiça em todas as instâncias possíves e sem mais recursos a esgotar, um homem célebre por mais prejudicar do que ajudar quando o assunto é colocar as mãos sobre os ombros de um aliado e seguir com ele.

E agora, Expedito?

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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