Caso Moisés Rodrigues ganha novo rumo: promotor vê fortes indícios de assassinato

Caso Moisés Rodrigues ganha novo rumo: promotor vê fortes indícios de assassinato

Família e amigos marcham em protesto por respostas

Porto Velho, RO – Prestes a completar cinco anos, o caso Moisés Rodrigues Lima, servidor da Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) que desapareceu no Rio Madeira em janeiro de 2013, sofreu nova guinada drástica em seus desdobramentos.

O promotor de Justiça Gerson Martins Maia solicitou em meados de agosto deste ano ao corregedor-geral da Polícia Civil a redistribuição do inquérito à Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Contra a Vida (DECCV). 

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A partir de agora, a DECCV deverá realizar as diligências indicadas pelo Ministério Público (MP/RO) a fim de elucidar um dos desaparecimentos mais nebulosos ocorridos no Estado de Rondônia. 

Em fevereiro, Rondônia Dinâmica publicou com exclusividade vídeo com as declarações de uma testemunha-chave que diz ter presenciado o assassinato do servidor. A pedido do MP/RO, ela será ouvida pelo delegado responsável. 

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Além disso, outra diligência importante solicitada pelo promotor Gerson Martins será a intimação do então diretor do Almoxarifado da SEDUC, que convocou Moisés Rodrigues, à época de férias, para a incursão de barco rumo ao distrito de Nazaré, de onde o funcionário público jamais voltou. A família, aliás, foi avisada apenas no dia 14 de janeiro de 2013, mais de doze horas após o suposto desaparecimento e morte de Moisés.  


Promotor vê "fortes indícios" de homicídio no caso Moisés

Família cumpriu sua missão

A última mudança na rota de investigação é o suspiro final da participação da família no caso. Os irmãos Flávio e Marilza Rodrigues Lima foram tão enfáticos, resistentes e fortes quanto Dona Ambrosina dos Reis, mãe de Moisés. 


Flávio Rodrigues, irmão de Moisés, sofreu retaliação por ser policial e participar da investigação

Flávio Rodrigues, que é policial civil inclusive, chegou a ser retaliado pela Administração Pública por participar ativamente das investigações com aparições e declarações públicas tanto nas redes sociais quanto na Imprensa, mas a Corregedoria arquivou o caso após o Poder Judiciário entender que o servidor, como familiar, tem todo o direito de acompanhar as investigações. 

"A mudança dos rumos da investigação e a publição do fato são minhas ultimas contribuições com o caso. Porque acredito que atingi o meu objetivo, isto é, fiz o necessário para mostrar às autoridades que ocorreu um crime de homicídio e não um acidente ou desaparecimento", destacou o policial.

Autor / Fonte: Rondoniadinamica

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