A leitura integral do processo foi dispensada em razão da quantidade de documentação envolvida, passando então o plenário da casa a apreciar a leitura do final do relatório do processo.
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No final do processo que julgou atos atribuídos ao prefeito a Câmara entendeu que não havia motivos para cassar o prefeito.
Quatro vereadores a favor do afastamento e quatro contra o relatório da comissão processante, assim ficou o placar de votação no desfecho do julgamento do processo para apuração de infrações administrativas atribuídas ao Prefeito de Cujubim Ernan Amorim.
A leitura integral do processo foi dispensada em razão da quantidade de documentação envolvida, passando então o plenário da casa a apreciar a leitura do final do relatório do processo.
Segundo Gilvan Barata que é o relator do processo e que pedia o afastamento imediato do prefeito, no que foi aparteado de modo efusivo pelo vereador Mabelino, um dos mais exaltados, haveria indícios que demonstravam a necessidade de se cassar o mandato do Prefeito Ernan.
Contraditoriamente Barata afirmou que não havia elementos que indicassem culpa de Ernan no caso da suposta contratação de funcionários fantasmas, já que não houve comprovação deste fato, sendo atribuída apenas a contratação irregular de uma procuradora e o fato do executivo não responder a dois requerimentos do legislativo.
Durante a explanação do Advogado de Defesa Dr. Canedo se demonstrou que as argumentações contra Ernan não possuíam nenhuma sustentabilidade jurídica em razão da falta de comprovação de responsabilidade do Prefeito nas acusações e também da inexistência de previsão legal que indicasse culpa por parte do chefe do executivo municipal.
Canedo também demonstrou que no caso da procuradora, muito embora a sua contratação não houvesse passado pela câmara a mesma trabalhou e muito em prol do Município.
Outro argumento refutado pelo Advogado é o de que o não atendimento dos chamamentos da câmara não seria motivo suficiente para afastar o Prefeito em razão da grave instabilidade jurídica que ocasionaria.
Durante a votação os vereadores Gamaliel (PPS), Silvão (PMN) Djalma (PSB), Índio (DEM) votaram contra o afastamento de Ernan sendo que os vereadores Doré (PT), Mabelino (PTN), Zé da Onça (PR) e Barata (DEM) foram a favor do afastamento do Prefeito.
Com esse resultado Ernan fica absolvido e o processo arquivado uma vez que seriam necessários dois terços dos votos para a cassação do chefe do executivo, conforme determina a Lei Orgânica do Município.
Ao receber a notícia de sua absolvição Ernan declarou a nossa reportagem “que agora é continuar trabalhando para confirmar o apoio recebido de todos os eleitores e que a administração municipal estará sempre buscando crescimento e desenvolvimento do município e sua população”.