Publicada em 28/04/2012 - 10h00min   /  Autor:  Lucas Tatuí
Autoridades discutem mudanças no sistema sindical

Eles querem melhorias na representatividade dos trabalhadores


Entendendo que o modelo sindical brasileiro exige mudanças, a fim de garantir a representatividade efetiva dos trabalhadores, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizou nesta quinta e sexta-feira (26 e 27 de abril) o Seminário "Liberdade sindical e os novos rumos do sindicalismo no Brasil", que reuniu em Brasília autoridades nacionais e internacionais competentes no assunto.

 

Participaram do seminário membros da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ministros do TST e do STF (Superior Tribunal Federal), representantes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), magistrados e diversas autoridades sindicais defensoras de posições divergentes a respeito do tema, incluindo representantes de três centrais (CUT, Força Sindical e UGT), além de dirigentes de entidades patronais e de trabalhadores.


 
O Estado de Rondônia foi representado no evento pelo sindicalista *Mauro Roberto, que otimizou a iniciativa do TST em organizar um debate, sem tendências, sobre o sistema sindical e suas nuances. “Foi um feito histórico! E posso resumir dizendo que foi um evento de grande magnitude, onde o tema ‘Liberdade sindical e os novos rumos do sindicalismo no Brasil’ foi debatido pelas mais diversas autoridades, detentoras de posições semelhantes, divergentes ou opostas, à luz de vivências nacionais e internacionais”.


 
No entanto, para Mauro, mesmo o sistema sindical brasileiro sendo analisado de vários ângulos e diferentes visões, há unicidade quando o assunto é mudanças, principalmente na questão da representatividade. “Existem hoje mais de 14mil sindicatos no país, sendo que a maioria é de pouca ou nenhuma representação. Esse é um dos pontos críticos onde há urgente necessidade de transformação, como salvaguarda para o movimento sindical brasileiro”, reforçou.


 
A crise da representatividade e a busca de saídas que fortaleçam e legitimem a atuação dos sindicatos, com a participação efetiva dos trabalhadores, foram assuntos tratados em painéis que comporão a programação do seminário. Outros aspectos analisados foram: unicidade sindical, fontes de custeio, proteção contra condutas antissindicais, direito de greve e negociação coletiva no serviço público.
 


SOBRE MAURO ROBERTO

*Mauro Roberto da Silva (administrador e bacharel em Direito), é diretor da Federação Nacional do Fisco (Fenafisco), presidente por dois mandatos do Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais de Rondônia (Sindafisco), representante dos sindicatos do Poder Executivo no Conselho de Administração do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Estado de Rondônia (Iperon), e foi presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjur).

COMENTÁRIOS

As entidades sindicais perderam seus objetivos, que é de defender seus associados. A maioria dos Sindicatos,só e somente só, servem, para seus representantes fazerem palanques, proselitismo e dar atenção aos seus apaninguados. Até porque Homen e mulher de "vergonha na cara"(como se diz no interior) neste país, está de longe em extição. Att: Ademar Alves

Francisco Ademar Alves

Postado em 28/04/2012 às 21:50

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