A sinergia partidária para anular Confúcio no Senado existe; a influência dele para impedir isso, não!

A sinergia partidária para anular Confúcio no Senado existe; a influência dele para impedir isso, não!

Porto Velho, RO – É uma incógnita até agora a mordiscada de Confúcio Moura (MDB) na isca do fuxico.

Não é possível dizer ainda se o ex-governador resolveu queimar largada em relação ao assunto por conta própria ou se foi compelido a agir de maneira afobada assessorado por terceiros aloprados.

Acontece que o emedebista, receoso, resolveu voltar suas baterias contra o próprio partido por conta do que, há pouco, não passava de fofocalhada, mero diz que me diz. Tudo bonitinho, nas entrelinhas, de maneira educada e quase subliminar – como de costume e seguindo à risca sua verve poético-literária.

Os rumores, claro, são consistentes, mas a chiadeira do pré-candidato via blog particular transformou a boataria em notícia real.

Ocorre que o MDB tem posições claras e não republicanas de barrar sua possível candidatura ao Senado Federal – mesmo com todos os índices favoráveis em termos de pesquisas lançadas até agora.

E a sinergia partidária detém poder para isso ainda que utilize os mais obtusos pretextos para não referendá-lo.

A questão é que Confúcio criou e forrou uma bela cama macia de constrangimento para que possa deitar e dormir assim que o MDB bater o martelo a respeito de suas intenções.

Sem contar que o ex-chefe do Executivo, como bem pontuou o colunista Robson Oliveira, titular da coluna ‘Renha Política’, passou boa parte de seus dois mandatos esculhambando publicamente as mesmas pessoas que agora irão decidir seu futuro eletivo dentro da sigla.

E a Lei do Retorno é implacável!

Como não tem poder para deter as diretrizes da legenda, terá de se contentar, quiçá, com as migalhas, a exemplo de uma candidaturazinha a deputado federal – na melhor das hipóteses.

Se tivesse ficado quietinho e o partido o freasse, como desenha-se o panorama até aqui, poderia escapar pelo menos ao enxovalho.

“Conversando com nosso correligionários decidimos, em grupo, que o melhor caminho é a Câmara Federal...”.

Mas não, né? Quando a língua é maior que a boca, o resultado geralmente é esse.

Autor / Fonte: Vinicius Canova

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